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Contos do nascer da terra

por Mia Couto
Autor principal: Couto, Mia, pseud. Idioma: PortuguêsPaís: PortugalPublicação: Lisboa : Caminho, D.L. 1997Descrição: 245,[10] p.ISBN: 9722111299Coleção: Uma terra sem amos, 86Resumo: Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para ela. O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas. Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve como uma baloa.Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um rebentamento. A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se encrespou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de prata, flocos de luar cobriram o areal. A menina se pôs a andar ao contrário de todas as direções, para lá e para além, recolhendo os pedaços lunares. Olhou o horizonte e chamou: - Pai! Então, se abriu uma fenda funda, a ferida de nascença da própria terra. Dos lábios dessa cicatriz se derramava sangue. A água sangrava? O sangue se aguava? E foi assim. Essa foi uma vez.Assunto - Nome comum: Literatura Moçambicana Assunto: Aprendizagens Essenciais - 8º ano Recursos em linha:Aprendizagens Essenciais
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Livro Portimão Portimão Na estante AE 8LP(679)-3 Cou (Ver prateleira(Abre abaixo)) Emprestado Sem mensagem 05/04/2021 E00301006744
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Mia Couto é pseudónimo de António Emílio Leite Couto

Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para ela. O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas. Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve como uma baloa.Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um rebentamento. A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se encrespou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de prata, flocos de luar cobriram o areal. A menina se pôs a andar ao contrário de todas as direções, para lá e para além, recolhendo os pedaços lunares. Olhou o horizonte e chamou:
- Pai!
Então, se abriu uma fenda funda, a ferida de nascença da própria terra. Dos lábios dessa cicatriz se derramava sangue.
A água sangrava? O sangue se aguava? E foi assim.
Essa foi uma vez.

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